rio de silêncio
fotografia analógica, lucas nihil [ preto e branco, iso 200] fotografia no " Parque Nacional da Peneda-Gerês, o único parque nacional português reconhecido pela riqueza e variedade da sua fauna, flora e ambiente natural em geral. " |
só os vim aqui deixar porque vi na curva larga do tempo, o desencanto de borboletas de desespero a circundar meu olhar,por isso estes....são segredos que vos dou para esconder.
fotografia analógica, lucas nihil [ preto e branco, iso 200] fotografia no " Parque Nacional da Peneda-Gerês, o único parque nacional português reconhecido pela riqueza e variedade da sua fauna, flora e ambiente natural em geral. " |
peguei um baú de veludo lá dentro pus quase tudo com imensa paciência sabes que tenho urgência por tal, preciso te ver tudo isto, vou devolver pedaços da lua e mar o pranto, o choro, e a razão assim como, o verbo amar não te envio por correio porque esta tarefa não, não vou deixar pelo meio [ uma caixa de correio qualquer ] fotografia lucas nihil |
peguei no pincel pintei no papel palavras rugosas na tela eu queria dizer que sentia horas dolorosas revelei segredos escorreram medos em tinta fugidia quando cheguei ao fim olhei para mim vi a tela vazia |
á procura de matar o desejo eu provei a tua língua e saliva mas nada encontrei nesse deserto tu tão morta e eu pleno de vida as tuas pernas rolaram do sofá o teu corpo moveu o meu olhar suspenso em perpetuo silêncio agarrei num só folgo o teu andar pelo caminho caíram pedaços como gelo senti-os na minha mãos tombaram no chão sonhos esquecidos sujos como trapos de solidão |
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