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segunda-feira, janeiro 30, 2006
domingo, janeiro 22, 2006
Encruzilhadas linhas das minhas mãos
domingo, janeiro 15, 2006
sábado, janeiro 07, 2006
parque da cidade
Sessenta e cinco anos redondos que eu tenho quando me sento no banco do jardim E vejo os crescer e passar nos destroços destas avenidas e prédios com ruelas sem saídas são uns tristes, sem tristeza não se pensa em sonhos sonhar não é pensar sabe-se viver sem vida. enfim, sentado no banco do jardim penso cá para mim somos almas atormentadas não se parte em busca não há nada a procurar procura-se viver dia a dia devagar sem pressa de acabar de romper estes laços unidos pela desgraça aqui neste lugar, são pedaços de cada um de nós usados como arma de arremesso onde sujos e corrompidos véus de desespero tapam-nos a boca sufocam-nos os gritos falta-nos o ar dentro da cabeça desolados e sós o nosso espaço é difícil existem curvas sinistras dos nossos corpos ondulantes e atormentados enfim, os meus olhos esbatem-se no chão os meus lábios ficam roxos torcidos de aflição talvez haja quem lhe chame solidão. sessenta e cinco anos redondos, que eu tenho quando me trazem à rua demonstram assim o carinho que nutrem por mim quando me trazem a este banco do jardim o ano está a começar… mas não é minha pretensão iniciar um qualquer movimento de consciencialização social… aconteceu… ………………………… |


