parque da cidade
Sessenta e cinco anos redondos que eu tenho quando me sento no banco do jardim E vejo os crescer e passar nos destroços destas avenidas e prédios com ruelas sem saídas são uns tristes, sem tristeza não se pensa em sonhos sonhar não é pensar sabe-se viver sem vida. enfim, sentado no banco do jardim penso cá para mim somos almas atormentadas não se parte em busca não há nada a procurar procura-se viver dia a dia devagar sem pressa de acabar de romper estes laços unidos pela desgraça aqui neste lugar, são pedaços de cada um de nós usados como arma de arremesso onde sujos e corrompidos véus de desespero tapam-nos a boca sufocam-nos os gritos falta-nos o ar dentro da cabeça desolados e sós o nosso espaço é difícil existem curvas sinistras dos nossos corpos ondulantes e atormentados enfim, os meus olhos esbatem-se no chão os meus lábios ficam roxos torcidos de aflição talvez haja quem lhe chame solidão. sessenta e cinco anos redondos, que eu tenho quando me trazem à rua demonstram assim o carinho que nutrem por mim quando me trazem a este banco do jardim o ano está a começar… mas não é minha pretensão iniciar um qualquer movimento de consciencialização social… aconteceu… ………………………… |

Comments on "parque da cidade"
-
Anónimo said ... (12:19 p.m.) :
-
folhasdemim said ... (11:05 a.m.) :
-
Isa Maria said ... (9:37 p.m.) :
-
Anónimo said ... (1:57 p.m.) :
-
mariabesuga said ... (2:46 p.m.) :
-
Isa Maria said ... (10:54 p.m.) :
-
Cristina Melo said ... (7:04 p.m.) :
post a commentPalavras que lapidam formas permitindo apurar a essência dum sentir profundo... Um beijo enorme :)
Se cuidarmos uns dos outros a solidão diminui consideravelmente.
Beijos, Betty
"Sessenta e cinco anos redondos
que eu tenho quando me sento
no banco do jardim"
Podemos ser novos, mas sermos velho quando, a solidão nos bate à porta sentados no jardim.
A solidão é algo que se sente em qualquer idade... por vezes é doloroso por outras é mais uma forma de reflexão sobre a vida...
No banco de jardim por onde poderiamos ter passado a nossa infância... agora com o passar dos anos o mesmo banoc... o mesmo local... a mesma cidade... a mesma pessoa com mais experiência e mais madura...
Os anos podem passar... mas o nosso carácter, o nosso coração não muda... apenas apanha mais experiência de vida... esperemos que com muito amor sentados nesse banco de jardim...
Mais uma vez adorei passar por aqui...
Obrigado por partilhares esse sentimento lindo que tens no coração aqui neste espaço lindo...
jinhos doces e carinhosos***
de quem muito te admira...
Estrelita...
o amor, a amizade, o carinho e a ternura toda que tiveres para dar farão a tua mais fiel companhia, matarão a tua solidão, porque dando, vais ter concerteza à tua volta, a vida toda, o amor todo que semeares... pareces ser assim, de alma.
obrigado pelas tuas palavras no meu blog. O meu mundo já está um pouco colorido, mas não ligues a estes pessimismos da Imar...sou assim e nada há a remendar.
Não consigo ler , devido à pequenez dos caracteres, mas, o que li gostei.
Pergunto sobre o porquê dos caracteres serem tão pequenos ?!