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segunda-feira, fevereiro 20, 2006
terça-feira, fevereiro 14, 2006
Uma carta, se eu a soubesse escrever....
Queria escrever uma carta simples. Que não falasse de coisas corpóreas. Objectos e bens materiais. Queria falar de coisas que não podemos tocar, nem ouvir, mas de coisas que só podemos sentir. Sim, tudo o que eu queria falar era de todos os incorpóreos sentidos que ficam encarcerados na nossa memória; sim, de tudo aquilo que nós com apreço arrumamos a um canto, na nossa lembrança. Isso sim, seria o assunto da minha carta, se eu a soubesse escrever. Deste modo, teria a certeza que a carta que eu sonho em te oferecer iria ser guardada junto ao perfume do teu olhar. Tomara eu uma carta assim ser capaz de escrever. Tal carta não teria preço, nem espaço, nem lugar. Uma carta assim roubaria ao tempo tudo o que ele significa. Sobreviveria na tua alma sem nunca envelhecer, contra o tempo perduraria infinitamente. Eu queria escrever-te uma carta simples. Que melhor presente de S. Valentim te poderia eu oferecer? Mas serão assim tão importantes as palavras? Pergunto, e tu bem sabes porquê, porque as palavras nem sempre dizem tudo aquilo que eu te quero dizer. Enviar-te uma carta, que te fizesse feliz, seria escrever-te a carta que sempre quis. Uma carta. No dia de S. Valentim, que melhor presente te poderia eu oferecer? ….. |
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
o espaço do tempo
| a S. nihil vi-te sentada no rochedo sabes, meu amor aquele que eu gosto e acho que não tem idade tem a idade do tempo Sentada libertaste o corpo dos gestos do quotidiano e eu li no teu rosto o prazer de ler um livro quando o dia se fechou ainda houve tempo para soltares o riso no caminho ainda houve tempo para me perder nos teus sorrisos quando o dia se apagou ainda ouve tempo para ouvir da tua voz que o tempo não interessa se houver espaço entre nós Está a aproximar-se o S. Valentim….. …………… |

