ATLANTIDA

PATH TO REDEMPTION

LUCAS NIHIL SUMMER

OUVIR / DOWNLOAD

Nome:
Localização: Norte, Portugal

Powered by Blogger

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

O fim anunciado



quebrei
o silêncio vermelho escuro
em ondas de amargura

trinquei a tua pele
como se fora
fruto maduro

rasguei da minha carne
o anseio
dos teus segredos por revelar

em carne viva
em ferida aberta
a sangrar
silêncio vermelho escuro



FIM






Crónicas de um fim anunciado

Não poderia ir embora sem dar umas explicações, ficam também com a possibilidade de nos comentários outras perguntas me fazerem.

FAQ´s


O porquê do nome proscritos?!

Proscritos, surgiu-me após a leitura de um livro, onde constava tal palavra. No contexto do livro, eram proscritos alguns textos de índole religiosa.
Exilado, proibido, confiscado, deportado, são também alguns sinónimos para tal palavra.

Com que propósito foi criado?

Proscritos, nasceu com a intenção de exorcizar uma ausência que trazia no sentir, talvez uma dor, um vazio existencial. Houve necessidade na altura de escrever, de fazer musicas, de fotografar.

Proscritos, nasceu com o propósito de um dia ter um fim. O fim é hoje pré anunciado.
Ou seja, a 27 de marco, um ano se passa desde o seu primeiro post será a altura exacto para encerrar. Fecharei as portas ao mundo e recolher-me-ei de novo, à clausura.

O autor chama-se Lucas ou é pseudónimo?

Não, o nome deste autor é ficcional, bem como parte do mundo que este criou.
Nem tudo foi ficção. A personagem, “ S. nihil” existe, na vida real.


Ainda voltarei a colocar mais um post, para que possa convenientemente agradecer, a todos aqueles que me visitaram de forma regular e assídua.

Até breve.







fotografia por lucas nihil

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Uma carta, se eu a soubesse escrever....

Queria escrever uma carta simples.

Que não falasse de coisas corpóreas.

Objectos e bens materiais.

Queria falar de coisas que não podemos tocar, nem ouvir, mas de coisas que só podemos sentir.

Sim, tudo o que eu queria falar era de todos os incorpóreos sentidos que ficam encarcerados na nossa memória; sim, de tudo aquilo que nós com apreço arrumamos a um canto, na nossa lembrança.

Isso sim, seria o assunto da minha carta, se eu a soubesse escrever.

Deste modo, teria a certeza que a carta que eu sonho em te oferecer iria ser guardada junto ao perfume do teu olhar.

Tomara eu uma carta assim ser capaz de escrever.

Tal carta não teria preço, nem espaço, nem lugar. Uma carta assim roubaria ao tempo tudo o que ele significa.

Sobreviveria na tua alma sem nunca envelhecer, contra o tempo perduraria infinitamente.

Eu queria escrever-te uma carta simples.

Que melhor presente de S. Valentim te poderia eu oferecer?

Mas serão assim tão importantes as palavras?

Pergunto, e tu bem sabes porquê, porque as palavras nem sempre dizem tudo aquilo que eu te quero dizer.

Enviar-te uma carta, que te fizesse feliz, seria escrever-te a carta que sempre quis.

Uma carta.

No dia de S. Valentim, que melhor presente te poderia eu oferecer?

…..

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

o espaço do tempo

a S. nihil


vi-te sentada no rochedo
sabes, meu amor
aquele que eu gosto e acho que não tem idade
tem a idade do tempo

Sentada
libertaste o corpo dos gestos do quotidiano
e eu li no teu rosto
o prazer de ler um livro

quando o dia se fechou
ainda houve tempo
para soltares o riso no caminho

ainda houve tempo
para me perder nos teus sorrisos
quando o dia se apagou

ainda ouve tempo
para ouvir da tua voz
que o tempo não interessa
se houver espaço entre nós




Está a aproximar-se o S. Valentim…..




……………