fotografia analógica, luchas nihil, numa propriedade dedicada ao turismo rural, em serpa, alentejo.rural! ...deveras surreal
A minha barca ruma com destino, na bruma leva o peso do mundo. E o peso de um segundo oscila, no teu olhar sem pressa, com vagar.
Navegamos, de lés a lés, nestas marés que rebentam no meu peito. Porquanto em teu olhar me sustentar, não vai a barca afundar.
Peço-te mil cuidados, trago os ossos gelados, e as velas, a rasgar a minha alma, a sangrar sonhos esfarrapados. Nascem já, condenados.
Do outro lado da margem, ao Engano, com coragem acenámos adeus. Que nunca queira Deus nesta nossa jornada, minha barca encalhada.
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